Neuralgia do Trigêmio

Neuralgia do Trigêmio
*Por Dr. Jaques Bayerl – Neurocirurgião | CRM-SC 14163 / RQE 10645

As dores podem ser desencadeadas por estímulos táteis: como mastigar, escovar os dentes ou fazer a barba, proporcionando grande impacto sobre a qualidade de vida desses pacientes. Na grande maioria das vezes a Neuralgia do Trigêmeo não apresenta uma causa definida, dita então idiopática. A teoria mais aceita atualmente é chamada de “Conflito Neurovascular,” ou seja, acredita-se que haja um contato crônico entre uma artéria e o nervo trigêmeo próximo a sua emergência no tronco cerebral.

O diagnóstico é estabelecido com base na história clínica pelo preenchimento de critérios estabelecidos pela Sociedade Internacional de Cefaléias, e pela exclusão de causas secundárias através de um exame de ressonância magnética do crânio. O tratamento de primeira linha da Neuralgia do Trigêmeo é medicamentoso, obtendo-se uma eficácia em torno de 60-80%.

Quando há falha no tratamento medicamentoso, o tratamento cirúrgico deve ser considerado. Entre as opções de tratamento cirúrgico destacam-se as técnicas minimamente invasivas: microcompressão do gânglio trigeminal por balão e a rizotomia percutânea por radiofrequência. Outra técnica é a descompressão neurovascular, que apresenta as taxas de sucesso mais elevadas, porém é a mais invasiva.

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